segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cada um com sua essência.


Não deixo meu cabelo curto. Choro quando saio do cabelereiro. Tenho carências insolúveis. Nunca tomo refrigerante após beber cerveja. Sou apaixonada por batata palha e maionese. Meus esmaltes preferidos são os vermelhos e uma vez por semana eu tenho que usá-los. Sou míope. Perdi minhas lentes de contato e as que sobraram os pedreiros de casa jogaram fora. Não suporto calça jeans, mas uso. Gosto de saias e vestidos por me sentir livre. Se nevar, eu morro. O sol me anima, mesmo me fazendo derreter. Odeio atender telefone, mas já tive, ao mesmo tempo, 2 celulares. Você não me acha mais no msn, e quando acha, estou ausente. Tenho amigos famosos e outros não famosos mas muito conhecidos. Gosto de arco-íris e girassóis. Não falo inglês como antigamente, mas entendo tudo que você fala. Meu namorado é mais novo do que eu. E é ele quem cuida de mim. Não saio de casa sem rímel, senão me acho albina. Coleciono Havaianas. Carnaval é essencial pra mim por sua alegria. Adoro Natal e Panettone. Se estou com a minha doce-prima-irmã o mundo pode acabar porque eu sei que estou segura. Tenho ciúmes insanos. Ligo o foda-se fácil. Compro quase tudo o que quero. Adoro viajar. Seja de carro, moto, trem avião ou jegue. Coisas simples me fascinam. Pessoas simples me ganham. Quero uma casa enorme e com poucos móveis. Queria 3 filhos, hoje somente 2. Cidades do interior mexem comigo, mas ainda vou morar em SP ou RJ. Não gosto de Madonna, mas danço Vogue. Lady Gaga me assusta. Meu sorvete preferido é o de Chocolate Branco. Tenho um dente de leite até hoje. Tive somente três cisos e já os excluí da minha vida. Quando pequena, acordava de noite para dormir sentada na cama. Já caí várias vezes batendo a cabeça no chão. Já balancei em coqueiros no meu quintal. Já segurei uma guria para a minha doce-prima-irmã bater. Morei ao lado de um cemitério e brincava de pique-esconde por lá. Odeio acordar cedo, mas se o churrasco começa as 8, estarei lá. Não gosto de esperar ninguém. Tequila me dá amnésia. Beber dias seguidos também. Já fui modelo mas descobri a tempo que as pessoas são sacanas. Frito ovo no micro-ondas. Amo cebola.Sou teimosa e impaciente para coisas banais. Gosto quando me fazem rir sem motivo aparente. Tenho medo do escuro. Não durmo sozinha. Meu cachorro é chato mas sinto saudades dele quando eu viajo. Já namorei muito. E descobri que ninguém é perfeito. Sou preguiçosa, mas se trabalho não gosto de parar até as coisas estarem bem feitas. Quero um porquinho de estimação. Meu coração bate descompassadamente. Minha pressão é baixa. Detesto coxinha. Tenho amigos loucos, gays e uns loucos para serem gays. Tenho poucas amigas. Mulher é uma coisa estranha. Ouço Prodigy para relaxar. Adoro butecos, mas um restaurante bacanudo tem seu valor. Não vivo sem meus Daniel's e ainda bem que tenho um Bruno. Tenho 4 tatoos. Nunca tive piercing. Já fiz vestibular para Odonto, Administração e Turismo. Passei em todos mas formei em Comissária de Vôo. Ainda vou pro México. No meu aniversário quero um bolo em formato de Guitarra. Sou louca por Rock N'Roll das antigas. Meu pai era músico. A maioria dos meus rolos também. História da Arte me encanta. Sou uma anta em matemática. Adoro expressões. Sempre reparo em mãos. Um dia ainda vou aprender a tocar violão e guitarra. Sou viciada em jogos de computador. E em sazón. Gosto de falar pouco, mas se for pra contar histórias de minha vida com a (de novo) doce-prima-irmã, nos freie..Não seguro minhas palavras no meio de uma briga. E qdo quero te mandar TNC, eu mando. Fui mimada e recebi café na cama até 18 anos. Já fiz muita gente chorar. Não me ensinaram a pedir desculpas. Acho sim, que isso foi um grande erro. Ainda tenho muito o que aprender. E quero ser uma pessoa melhor. A ordem dos valores não importa. Poderia ficar citando coisas por horas a fio. Mas falar muito, enche o saco. E sim... abstraia porque a vida é um morango.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uma leve mão


Amigo te garante que a vida é boa em dias que há vendaval.
Te faz chorar de rir e rir de tanto chorar.
Te ensina algebra, te compra livro e põe dedicatórias, pisa no seu pé e te faz dançar.
Te faz refletir, te faz esperar.
Há aquela pontualidade mútua que não está em relógios, que está, sim, no tempo de convivência, no tempo dos desejos, no tempo em que a rapoza escolheu o pequeno principe para cativa-lo. E ele, o principezinho dourado, não fugiu. Não teve medo dos carneiros, podou os baobás, visitou planetas e voltou, dispêndioso (pode ser) mas para sua rosa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A bagagem


Então, a mala ficou no pé da escada por uns três dias sem que soubesse o que de importante levaria e passava por cima dela, com o coração saltitante, ignorando-a e sabendo que deveria partir no domingo.

No sabádo ela fez e desfez as malas várias vezes, achando que estava levando muita roupa e ainda sabia que faltava roupa de cama e os seus livros. Vários. E tudo foi acontecendo muito rápido. Em menos de vinte dias ela havia sabido que passara no vestibular, fizera matricula, chorara de alegria, comemorara e avisara a alguém sobre a mudança. Aliás, avisara a várias pessoas, mas um alguém era especial. E ela quaria dizer a ele de uma forma clara, doce, sem reticências que o Julho seria breve e que se sua visita demorasse, ele não a veria. E foi assim que deu-se o fato: ele ligou adiando a ida para Agosto; Ela, sem pensar disse não, não estarei mais aqui, eu passei no vestibular e minhas aulas começam dia 27. Ele, mudo ficou. Tentaram conversar e deu-se o inesperado: a ligação caira. Pronto. Ela havia falado, não da forma que queria ter dito e do outro lado não se sabe como foi a expressão.

Fato é que domingo ela pos as malas no carro e se dirigiu à outra cidade longe de casa. Dormiu em outra cama, tomou banho em outro chuveiro, usou outro espelho e pensou. Pensou muito em tudo e em todos que ela tanto amava. Pediu que tudo desse certo e dormiu, com os olhos pesados. Dormiu bastante, tanto que somente acordou com o despertador do celular às sete e um da manhã.

Tomou café, se vestiu, pegou o elevador e logo estava na avenida. Ventava bastante. Cruzou os braços, olhou o céu nublado e seguiu para a faculdade. Insegura e alegre do primeiro dia como caloura. Imaginando o que faria. Detestava chegar aos lugares sem um ponto de referência e de puxar conversa com estranhos. Pensando, não tão estranhos assim, ja que muitos, se nada ocorrer, ficarão juntos por pelo menos seis anos adiante.

Era a magia do momento. Queria ser médica desde quando se lembrava de sua primeira memória. Nunca sonhou em ser bailarina, em dançar na Broadway, em ser astronauta da NASA. Queria ser uma médica da ong "Médicos Sem Fronteiras", queria ir para a África, Camboja, Timor Leste. Queria ir para onde a vida precisava de carinho, para onde pudesse ajudar. E a cada vestibular aumentava sua ansiedade. Reprovada foi em vários. Chorou. Estudou mais. Se fortificou. Pensou em como era burra por várias noites, quis desistir de sua meta, mas lá dentro nunca conseguiu abandonar seu desejo intrínseco. Então, neste Julho, de presente de aniversário veio o veredito: havia passado!

Ela agora se tornara estudante de medicina. Ela queria isso e teve a confirmação mais que absoluta quando teve a primeira aula prática de anatomia. Ela sorriu. Sorriu e lembrou das pessoas que acreditaram: lembrou do pai, da mãe, dos irmãos, do cunhado, da prima ruiva, do amigo que dizia Inron, dos amigos-irmãos da infância, do moço da praia do Frânces... Lembrou-se deles com carinho pois eles, a cada maneira, ajudaram-na a estar ali. Incentivaram, ocuparam a cabeça com ela, apoiaram e se preocuparam. Se ela tinha chegado onde queria, o primeiro passo, era de todos aqueles...

Enfim, há um mês o dia dela é diferente. Ela acorda e vai para a aula sorrindo, mesmo quando o sono ainda não foi embora. Mesmo que ela ainda não tenha encontrado tempo suficiente para conversar com quem e como gostaria. Ela pede desculpas por não poder estar respondendo os recados rápidamente e por às vezes não ouvir o telefone tocar. Tudo o que ela tem visto é novidade. Todo o sorriso é novo, porém ela, toda noite antes de dormir, sonha com cada um que ficou ao seu lado... E sente saudade. Sente falta. E promete que logo quando tudo se ajeitar, ela aparecerá mais vezes e nos horários de costume.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fomentar


Eu preciso de colo. Mas daquele que me acalentava, atiçava minha imaginação com contos e fábulas e cantava pra eu sonhar.



Só por uma noite apenas.

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E eu viajaria mais.
Muito mais.