segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mulheres de Marte...


Os homens estão em busca desse tipo feminino...
Mulheres... mulheres... mulheres...
É isso que encanta: cabelo vermelho e pão de queijo. Esse é o dito-cujo de cerveja vendida em outro planeta! Vocês sonham os sonhos desejados e vivem o "aperto" do domingo passado! Pulam, gritam, choram... e choram de novo. Isso é o requinte da mulher maravilha! Mulher maravilha??? Sim, do tipo que só sai de bolo de festa.
Mulheres... mulheres... mulheres... de Marte!
Vocês são o tipo de extremidade excêntrica de prováveis variáveis! Do tipo que dá carona, do jeito que esbanja amor e essência de carinho ... Ou uma simples e perfeita flor que vive dentro de um frasco de vidro... Aonde a árvore toca o chão!

Encontro de água e raiz...
A raiz das grandes amizades...
Eu amo as mulheres de Marte!

domingo, 16 de outubro de 2011

Aperto



E hoje, após sonhar com ele por umas poucas horas seguidas...um sonho tão ruim, tão cheio de indiferença, ela acorda chorando porque odiou o grande amor da sua vida por vários minutos.

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E voltou a dormir, para desfazer todo o mal entendido.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Entre beijos e reflexões


Ele (curioso) perguntou sorrindo, por entre abraços e braços, as três da tarde, por quem ela suspirava.

Ela, mais que depressa, abraçou-lhe fortemente e com os mesmo sorrisos devolveu: por você.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Flor no asfalto



"O que se perdeu foi pouco, mas era o que eu mais amava"
Henriqueta Lisboa



Um dia ela acorda, se levanta da cama, escova os dentes, penteia o cabelo e vai estudar.
Fecha a porta com delicadeza. O dia lá fora está maravilhoso: tem um céu azul de inverno lindíssimo, ouve-se barulho de pássaros que há tempos não vinham à janela e ela percebe que naquele mesmo passeio, entre a rua e o asfalto cresce uma flor. "Uma florzinha tão indefesa", fala uma senhora que passava por ali e que também notara a presença da mesma.

Entretanto, a garota sorri e diz a si mesma que aquela flor não era nem um pouco indefesa, ora! Era forte o bastante, pois havia ultrapassado a barreira de asfalto para poder renascer. O sinal fica verde, ela já não sente falta e lembra-se que quando acordou sabia que esquecera de algo. Mas isso não era mais importante.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pão com mel



"Nada se assemelha a alma como a abelha. 
Esta voa de flor para flor, 
aquela de estrela para estrela.
A Abelha traz o mel, como a alma traz a luz."
Victor Hugo


Querido irmão,


Hoje, o dia todo você acompanhou o meu olhar.


Acordei e te dei bom dia. Quis ouvir o som do liquidificador alto (como você fazia na maioria das manhãs antes de ir trabalhar, pois nesses momentos sabia que era a minha hora de levantar). Então, acordei e apertei o cobertor e imaginei estar em casa e até mesmo ouvi o som de seu sorriso. Apertei o cobertor para te abraçar e sorri docemente em direção a minha flor que está posta em um jarro na janela, como se desse modo meu bom dia chegasse até você.


Na hora do almoço quis te ligar, contar para você que a nossa sobrinha está maravilhosa e que começou a comer papinha feita pela vovó e que ela ainda não se acostumou com a barba do vovô e que a nossa irmã virou a mãe mais bela e sorridente do mundo! E eu novamente ouvi sua voz em meu ouvido. Eu quis olhar para o lado e te ver, mas meus olhos me enganaram (mesmo sabendo o que minha alma sentia).


E dessa forma meu dia passou. Eu, estudando para as provas finais e querendo sua companhia. Tem dias que são assim, não é mesmo, Ju? E meus olhos por diversas vezes me traíram e desviei o pensamento (pois seu sorriso continuava ecoando em mim). E eu quis muito te abraçar e dizer que não importa o quão longe estamos (por hora), mas sei firme e docemente que você me esperará no portão da chegada com o pão recheado no mel, para adoçar todos os meus dias, como você fazia em minha infância!



Dedicado ao meu doce irmão que partiu cedo demais: Jorge Luiz 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Segredos


Os pés não paravam de se mexer, batendo ao chão, inquietos. As mãos suavam e a mente percorriam outros locais que não aquele: de uma sala de aula. Eram exatas dezenove horas e dez minutos.

Segundos? Milissegundos? Houveram, entre o suspirar e o palpitar e o olhar.

Desejou um lápis e uma folha, grama verde e pés descalços, gaivotas sobrevoando por entre o nascer e o viver.

Lembrou-se da garrafa de vinho posta à janela com uma taça apenas. Sorriu. Sentiu o vento de outono, o minuano, o mistral e desejou um afago, um suspiro longo, calmo, doce... Tantas palavras para a paz interior.

Aquietou-se.
Os pés acalmaram-se.
Eram exatas dezenove horas e dezenove minuto

sábado, 21 de maio de 2011

O AMOR NO COLO


A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda.

Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo.

Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida.

Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços.

Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, agüentar o desgosto da falta do beijo.

Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia.

Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?"

Haverá a indignação como última esperança.

Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar.

Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela.

Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar.

Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros.

Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas.

Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali.

Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto.

Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo.

Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto.

O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante.

Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.




A gente achou esse texto a cara de alguns relacionamentos nossos. Relacionamentos esses, que colocamos vários ponto finais, gerando reticências mal acabadas. Então, fica assim, o dito pelo não dito...na esperança de um dia colocar um ponto final também em nosso coração.

terça-feira, 10 de maio de 2011

E você?


"E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida."

(Rita Apoena)


**Lembro–me como se fosse hoje, a primeira vez em que olhei os teus olhos e vi um brilho que nunca havia visto em outros olhos. E a certeza de que você seria a pessoa por quem me faria apaixonar todos os dias da minha vida.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fato!


"A nave Mars Express da ESA (Agência Espacial Europeia) enviou imagens de um par de vulcões, localizados no hemisfério norte do Planeta Vermelho.
Muito depois de ter cessado a atividade vulcânica, a área foi transformada pelo impacto de meteoritos, que depositaram material nos lados dos vulcões".

Nas entrelinhas:

Os dois vulcóes de Marte quando entram em atividade causam explosões magníficas ao seu redor, mais intensas que as tempestades solares. Há quem se assuste, há quem admira, entretanto para todos os que olham, a paisagem é ímpar.
Talvez porque Marte te assusta. Entretanto, esse par vulcões são encantadores! Por isso os meteoritos sempre estão em torno.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Batimentos Clara cardíacos



Doce Clara,

A sua vinda foi esperada com muito carinho, muito orgulho, muita alegria, muito zelo. A verdade é que eu já a queria há alguns bons meses e você, esperando a hora certa de sua vinda, planejando o seu presente! Pois, sim, você foi o nosso maior presente de final de ano e de uma vida inteira!

Lembro-me de que foi no sábado que eu soube da sua vinda, Clarinha, tinha próxima de seu um mês... Sorri e gritei ao telefone. Sorri, falei alto como que em susto, meu coração acelerou e meus olhos lacrimejaram! Também não era pra menos! Você era aguardada, esperada, amada e desejada por todos nós! Senti que meus sentimentos ali haviam mudado e que eu virara mãe junto a minha irmã. E sua mãe falava ao telefone comigo, com uma voz doce, com uma voz embargada de vida, carregando outra vida, uma parte dela, uma parte de nós!

E os meses iam se passando e a irmã do meu coração tendo desejos, tendo náuseas de manhã e mesmo assim sorrindo! Sorrindo como todos nós a sua volta! E eu, sua tia-madrinha-mãe, acompanhava seus ultra-sons, seu tamanhozinho minúsculo e a barriga de minha irmã! Era uma delicia ver a barriga em crescimento! Antes tão retinha e depois tomando forma.

Eu sempre conversei com você, Clarinha, e ficava ansiosa para ir visitá-los. Uma noite, antes de seus três meses, eu sonhei que você seria uma menina... então, liguei para meu pai, seu avo, que havia também sonhado e eu disse a sua mamãe!

Então, os meses iam se passando e a minha ansiedade aumentando, a medida que você empurrava a barriguinha da sua mamãe para um crescimento de vida e ela se transformava na mulher mais encantadora de minha vida! Sua mãe, minha doce irmã, havia mudado. Eu olhava para ela e sempre a via acariciando o ventre, sorrindo e conversando contigo (com uma voz melodiosa) e muitas e muitas vezes sem ao menos eu ter falado para ela, senti que você era uma parte nossa de longas vidas! E eu te amei! Te amei sem ver seu rosto, sem ver sua forma. Te amei de uma maneira incondicional sem imaginar que este amor assim tão puro, forte e cheios de vínculos pudesse houver! Não que eu não houvesse amado antes, mas dessa intensidade... foi você que me despertou!

E veio o dia de nosso primeiro encontro, Clarinha, você era tão pequenininha, tão frágil e tão graciosa! Confesso que sua dinda quis te apertar, mas não pode! Segurei a ti quase como quando se poe à palma da mão uma bolinha de sabão pega ao ar. E meus olhos brilharam de felicidade e emoção... e uma lágrima caiu.

Doce Clara da minha vida, amo você incondicionalmente e agora (definitivamente)sei o significado de amor espontâneo, de querer doar sem nada querer receber.

Você é o anjo de meus dias!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fotografia


Acorda, toma uma xícara de café. E com a mesma entre os dedos senta na varanda para admirar o dia que acabara de chegar.
 Passa a mão nos cabelos longos. Foi quando de repente, sentiu-se boba por perceber que uma certa fotografia viera à sua memória com tremenda facilidade e constatou, com rubor em sua face, que:
Apaixonou-se por um sorriso. 
Derreteu-se por um olhar.
Se encantou por palavras.
E não sabe como, nem quando isso fora acontecer.

Olha para a xícara, rí um riso meio de lado, dá um leve suspiro, se sente com borboletas na barriga e com brilho nos olhos e o pensamento sem palavras, susurra ao vento: "Não pode ser!'' E volta a sorrir. 
Ela ganhara o dia!

Moon of the Day