sábado, 30 de maio de 2009

Se ela soubesse...


Hoje ela estava doente e tudo o que queria era atenção. Que fosse do porteiro. Mas como não iria sair de casa se contentou em ficar na cama rezando para o sábado chegar logo. Visto que sua viagem ao encontro de uma doce prima-irmã fora cancelada, decidiu se entregar mais ainda àquela maldita gripe fora de hora. Pensou em tudo. Na vida social, profissional mas foi na amorosa que ela percebeu que sua má noite estava apenas começando.
Lembrou-se de Shakespeare: "Beijos não são contratos e presentes não são promessas". Alí, literalmente no sentido da frase, ela se viu magoada e perdida. Como uma pessoa muda tanto? E se arrependeu. Arrependeu de não ser paciente. De não confiar novamente. De não perdoar por completo. De não permitir ser feliz. Se sua vida social era perfeita, descobrira que a amorosa era poeira. Ela não tinha mais o controle de seus sentimentos. E sempre queria colocar um fim na relação que não mais a pacificava e que se tornara a parte mais bélica.
Ele por outro lado, não aceitava suas condições. Não abria mão. Não fazia questão de lhe cumprir promessas. Mudou a ponto dela não mais ter condições de lutar pelos dois. De tirar o magnetismo do Eu Te Amo.
Também fora culpada. Não deixa ninguém interferir em suas amizades. Mesmo que tenha alguém querendo fazê-la se sentir melhor sem ele. Ela sabe até onde vai seu limite. E adora conversas de buteco, por isso tem vários amigos. Ele não aceita. Ela tampouco aceitaria se fosse ao contrário. Também não abre mão.
"Até onde vai esse jogo?" (Ela quer saber). Porque hoje, não teve sapiência pra decidir de vez. E ele passa a sensação de também não se importar. Moram em estados tão longe que talvez tenham outra coisa para se preocupar.E pensar que era onde ela queria morar antes de conhecê-lo. Aquele frio de outono a encanta. As paisagens, fascinam. E hoje, ela não pensa mais em voltar... E vira na cama e acredita que essa situação está piorando sua dor de cabeça. E tenta dormir para achar que isso é só um pesadelo. Que amanhã não haverá gripe, brigas e quem sabe, nem namoro. Mas tenta dormir pensando por que fora a Porto Alegre... a principal razão disso tudo: Ele a fez esquecer.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Carta ao Belo Amigo Lord


Gritos de dor invadem meu peito. Sinto-me como se tivesse sendo aprisionada dentro de minha própria jaula...Um sofrimento inadequado para uma vida cheia de mistérios e prazeres.
O sol sempre brilha para indicar-nos os mais belos caminhos a serem seguidos e vividos. Mas são também nesses caminhos - dos quais surgem as mais belas flores - que esbarramos em espinhos.
Uma emoção enorme toma meu corpo quando encontro contigo. Ainda não tive oportunidade de lhe admirar nessa turbulenta semana. Mas de tudo farei para chegar no local que lhe serve de ninho e o abriga tão confortavelmente.
Então, como me diz, sentires que como eu, não estás nada sentimentalmente bem. Perguntas nos tomam a mente, respostas tentamos encontrar mas somos derrotados... Encararemos, amigo Lord, isso juntos! Adornaremos as ruas dessa metrópole... Seremos mais uma flor e cravo de nossas praças.Uma performance a caminhar pela noite.
Laços foram desfeitos, sabes você. Sinais de dor persistem. Lembrais do nosso diálogo? Sim, sim...a vida é o que é e não o que o coração das pessoas desejam. Prazer e dor tramam a existência. Pulsão de vida e de morte enlaçam vivências. Penso então que meu coração não poderás ser meu refúgio, pois tomarei decisões ocultas, belo.
No mais, seremos apenas mais duas almas neste local, misterioso,o mundo, e talvez seguiremos nosso caminho futuro juntos. Equilibraremos nossos desafios, fracassos e sucessos. cada um com cada qual, meu Lord, mas estaremos sempre eu e você.
A tua felicidade me contagia, portanto não mais lágrimas em nossos rostos, em nossos corações. Como sabes, admiro os anjos e sei que souum ser "iluminado" graças a esses amigos de asas, então ficaremos bem e a Lua (outra admiração minha) e estrelas estarão as nossos pés.
E sobre o fato inesperado que lhe disse, dúvidas vagam a minha mente e então a decisão a tomar não me é ainda reconhecida! Sei que não estou pronta para amar loucamente, mas dessa vez é como aquela chuva que pinga algumas gotas somente, embora ameace tempestade. Não é definitivo. Serei muito grata à ele por isso. Faço questão que o admire. A opinião de meu Lord me incentiva.
Se desejares falar comigo antes de nos olharmos, estarei em meu canto descansando minha mente e energizando meu corpo mortal. Teremos encontros outros,felicidades fascinantes.
Você merece ser feliz, muito feliz.

Com uma ternura minha,

Beijos, Menina Ruiva.

domingo, 3 de maio de 2009

A Flor da Pele


AS vezes queremos escrever para mostrar ao mundo nossa felicidade e contentamento. E outras vezes, as tristezas. Sinto Muito. Mas hoje não estou completamente feliz. Tenho saudade, mais uma vez. Incrivel eu não aceitar pessoas importantes longe de mim. Não quero que se vão. Não quero que viajam se eu não puder tê-los de volta. Sabem vocês do Rafael e hj eu sinto uma Put* saudade dele. Cheguei em casa há pouco e junto, um enorme aperto no coração e sentimento transbordando nos olhos. Como faço para não me sentir triste?


****

Esse post era somente ao Rafa, mas não posso deixar de tagarelar sobre um outro acontecimento. Não vou falar abertamente e sim por entrelinhas. *** Não irá ler, mas... nunca se sabe!

"Não espero nada e nem nunca esperei. Não quero nada e nem nunca pensei em querer contigo. Sou o que sou. Sempre tento ficar bem com todos. Não acho certo também me abrir em um blog, mas me sinto melhor assim. Sempre. E tô nem ai. No mais português xulo de um escritor. Não encontrei quem quero e não procurei. Não pense que seja você em meus pensamentos sendo que meu único sou eu. Egocêntrica? Talvez, mas prefiro pensar em mim antes de ir de cara a parede e me deformar mais. Não espero nada de ninguém. Espero de mim. E por minha parte, não espere nada para ti. Não há guitarra que toque meu Rock, não há cerveja que me faça rir mais que tal dia. Não há remédio que me faça lembrar nem máquina que volte ao tempo. Ainda bem. Pois foi engraçado. E se tivesse momentos como tal, seria normal. E foi algo quase que de Marte. Não tem necessidade de bloqueios. De sumiços. Não sou quem você pensa. Tampouco quem você possa imaginar depois de tudo isso. Meu erro (ou não) é sempre olhar quem ainda estava no saco do pai quando então eu já estava no mundo. Enfim, perto de uma mulher são só garotos. Um dia você chega onde cheguei. Não um lugar fora do normal, mas sim um lugar real."

Moon of the Day