Em 2011, como disse, não vou me prometer nada. Mas vou mudar tudo. Já moro no Rio de Janeiro e antes era por causa de alguém, hoje queiram ou não, estou aqui por mim e só volto para BH qdo EU achar que devo. Sempre fiz as coisas a meu modo e não sou de pensar pelos outros. Perdi minha individualidade, e já estou recuperando. Penúltimo dia do ano: Não desejo nada de mal a ninguém, nem me importo se me desejam. O que vai, volta. Quero, e já, errar novos erros, acertar sempre que houver dúvidas. Quero amar de novo. E todo mundo. E quero que me amem sem abrir mão de sua vida. Quero sorrisos sinceros, abraços aconchegantes, ombro amigo. Quero comer mais e beber menos. Quero beber e chorar por estar abençoadamente feliz. Quero acordar ouvindo coisas boas, se for ruim quero saber como resolver. Quero calma. Quero paz. Quero tranqüilidade. Quero voltar a acreditar nas pessoas e que elas acreditem também em si mesmas. Quero ser leal e fiel a alguém. Quero amores mal resolvidos apenas em filmes. Quero viajar.Quero afastar quem não gosta de mim. Quero longe quem não me quer por perto. Quero meus amigos de volta. Quero bolhas de sabão. Quero algodão-doce. Quero que se sintam à vontade ao meu lado. Quero menos sono e mais praia. Quero fazer as pessoas felizes como antigamente. Quero me virar sozinha. Quero alguém sempre por perto. Quero um vaso de girassol na minha varanda. Quero aprender a cozinhar. Quero andar mais de bicicleta. Quero aprender a tocar guitarra. Quero decorar a vida de quem me rodeia. Quero estudar mais e estressar menos. Contar até 10 quando necessário e não mais até um milhão. Paciência, calma e serenidade. Quero ser feliz por mim mesma, sem antes precisar de alguém. E isso não são promessas! Meu 2011 VAI começar assim! Acredite. Ou não. Que Deus continue a me dar a mesma força e coragem que tem me dado! Feliz Ano Novo diretamente de Marte!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Shiiiiiiii
Escrevo para ter com quem falar. Mais mesmo para não conversar sozinha. Assim, me sinto melhor, mais calma, mais querida. É como se fosse o ombro daquele seu melhor amigo, que não pode estar por perto. Se Bruno e Daniel soubessem o quanto me fazem falta...
Passo meus dias inteiros sem ter com quem conversar. Um sentimento tão intenso está morando dentro de mim e não sei como expulsá-lo. Ando frágil, sensível e inibida. Calada, quieta e distante. Meu lugar não é aqui mas voltar também não é a solução mais cabível.
Cansei de ler frases onde pessoas falam que estão rodeadas de várias outras mas sentem falta apenas de uma. Eu não. Tenho uma e sinto falta de todas as outras. Elas me completam, me envolvem, são minha história.
Pensei em criar um amigo imaginário. Que tal? Não. Não consigo. Não sei chegar na praia, sozinha aqui, não dá!
É domingo e daqui da minha nova casa escuto crianças brincando, músicas boas tocando (Led Zeppelin, neste exato momento!), familias verdadeiramente sendo famílias. Uma coisa tão linda que eu abri mão. A troco de que? Por que? Não quero saber, não quero pensar. Não quero me arrepender.
Certa vez, conheci uma pessoa que me disse para eu nunca permitir me acostumar a ficar só. Levei muito isso ao pé da letra. Vivi intensamente rodeada de amigos. Fazendo história na vida deles.. me diverti horrores!
E quer saber? No final, bem na hora que o filme acabar, vou perceber que pra eles, nunca ficarei sozinha. E então, eu voltarei. Que sim, sou importante, sou amada e sou querida. E nunca mais ficarei tanto tempo sem falar com alguém.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Fagulhas
"Será possível alguém ter saudades de um rosto desde a primeira vez que o vê?
Será possível alguém saber, com um único olhar, que não poderá respirar sem o ar desse rosto e o calor de seus lábios?
Ele sente frio. E parece que só poderá se aquecer se a tocar..."
.
.
.
domingo, 19 de setembro de 2010
Para você, uma carta
Outra mudança. Em um ano e outra mudança. Seis malas e uma carta na mão.
Abri, sozinha, a porta do elevador e respirei para dentro ou para fora, faltando ou sobrando o ar de meus pulmões. Imaginando e vivendo e inventando. Arrumei as malas de madrugada. Uma semana dobrando minhas roupas após a meia noite. O armário parecia um infinito e dali fui tirando recordações (mais que roupas). Por isso devo ter demorado tanto para finalizar esta etapa da mudança.
Acontecia... Houveram roupas que me fizeram lembrar cheiros, lugares, músicas e pessoas. Era como se cada pedacinho fosse remontado em quebra cabeça. Sentei várias vezes ao chão para dobrá-las ou amarrotá-las em minhas mãos espremendo-as, como se ali fosse também vida. Como se a cada suspiro encontrasse um afago, frágil, inseguro, determinado e perfeito. Os armários tendem a ser armadilhas... por mais que o sol bata e o vento fresco entre. Então, tudo foi devidamente posto em ordem: lembranças e roupas; sapatos e perfumes; canetas e batons. Minha amiga ficou na porta da garagem me esperando... e eu desajeitadamente saindo do prédio com todas aquelas malas, em um indo e vindo infinito... Puxando por rodinhas e alças e na primeira viagem a carta na mão. Aquela carta sua, guardada em meu guarda-roupa, logo na frente, onde inevitavelmente eu olhava toda vez que a porta se abria. Por que ela ainda estava ali? Não, não sei responder a ti. Talvez, porque você ainda esteja aqui, sorrateiramente.
Sim, houveram dias em que te esqueci ali, parado e mesmo quando a porta de meu guarda roupa se abria eu não via a sua carta: tão diferente das demais, tão cheia de mimos, feita demoradamente, embalada, queimada nas pontas, dando ar de amor antigo. Nosso caso... (posso suspirar, amor?!?) é um amor antigo. E a primeira vista, quando chegou por sedex , eu fiquei sentada na varanda, sobre o sol do inverno e céu muito azul sem saber se queria abri-la... Com o coração tremendo (e as pernas também)... Não se ganha cartas de amor tão belas todos os dias... então, eu fiquei segurando a caixinha transparente, sentadinha... e quando resolvi abrir o embrulho (desses que remetem cartas que colocamos em garrafas e mandamos ao mar...) o seu perfume veio junto. Mal-da-de! Você fez tudo de caso pensado! Colocou o seu gracioso cheiro junto a minha carta e eu tive ganas de abraçá-lo forte querendo que voltasse... Ou não sabendo se seria tão boa a sua volta, pois de novo você teria de partir.
Então, pensei nas suas covinhas, neste seu sorriso doce que me fez amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Lembrei das suas mãos e das várias cicatrizes que você carrega. Vi-nos sentado ao jardim, num banco ao fim de uma tardezinha gostosa, eu de vestido e você de bermuda, eu de sandália e você de chinelo, meus pés descalços sobre os seus . Meu pé foi a primeira coisa que você tocou forte, seguro, cheio de si, lembra-se? Antes do nosso primeiro beijo você fez massagem nos meus pés e disse como eles eram bonitos! Depois você ficou deitado em meu colo olhando para mim... Como se estivesse enxergando vidas passadas. Olhos mais que sedutores, eram olhos de contemplar estrelas. Disso tudo eu me lembrei enquanto fazia minha mudança...
E no dia, após as férias, em que voltei a meu apartamento novo, ao abrir a porta, sua carta estava ali. Eu a havia colocado em minha escrivaninha, ao lado do meu perfume favorito (aquele que você me deu em um doce Abril...) e eu sorri. Empurrei a mala para dentro e pensei nas últimas frases que você me escreveu:"... se não fosse a lembrança do seu sorriso. Eu te amo mais que tudo e quero passar tranquilamente o resto dos meus dias ao seu lado, Seu..."
PS: sua carta, encerrei de volta ao guarda-roupa...
Assinar:
Postagens (Atom)


