
Os pés não paravam de se mexer, batendo ao chão, inquietos. As mãos suavam e a mente percorriam outros locais que não aquele: de uma sala de aula. Eram exatas dezenove horas e dez minutos.
Segundos? Milissegundos? Houveram, entre o suspirar e o palpitar e o olhar.
Desejou um lápis e uma folha, grama verde e pés descalços, gaivotas sobrevoando por entre o nascer e o viver.
Lembrou-se da garrafa de vinho posta à janela com uma taça apenas. Sorriu. Sentiu o vento de outono, o minuano, o mistral e desejou um afago, um suspiro longo, calmo, doce... Tantas palavras para a paz interior.
Aquietou-se.
Os pés acalmaram-se.
Eram exatas dezenove horas e dezenove minuto


