sábado, 20 de setembro de 2008

Embate recíproco de dois corpos


Decerto haverá sempre acontecimentos, os quais não gostaríamos de mudar. Olhando em volta, descubro todo os dias: ora um punhado, ora um, ora nenhum. Lógico que mudanças são, sim, bem vindas! E acontecem! E digamos, "quase sempre quando a gente menos espera" (você, provavelmente, já falou essa frase, ou já pensou sobre... e pode até mesmo dar o braço a torcer, mas ela vem e te pega no meio do caminho, desprevenida...).

Pode perceber, começa-se pelas simples coisas: há, quase sempre, em seu celular, um número que você nunca teve o costume de ligar. Mas está lá, guardado, esperando o dia certo (que não chega) e quando você passa pelos contatos, tenta, contudo não consegue apagá-lo. E também não liga. E nem ao menos sabe se aquele número ainda existe.

E as mensagens? Ah... aquelas que te pegam no meio da madrugada, em dia de semana, no bom do sonho, para te fazer ler, sorrir, virar pro lado e tentar dormir ou de tão rápido pensar que foi sonho mesmo. Porque amanhã tem que acordar cedo, há aula e a matemática anda tirando o sono, enquanto a física tem funcionado. Algumas, das melhores, vem de números estranhos, não armazenados,  que você nem imaginava e acha tão bom ter sido lembrada que de verdade liga de volta.

Nunca querer mudar os irmão, mesmo que de vez em quando de vontade. Mas "quando você era assim, era mais legal..." e de novo pensa: as pessoas crescem e algumas... Báá! Nunca irão mudar. Ao contrário de outras que nunca deixarão seu pensamento... Por mais distantes, por mais "estranhas" e paradoxais. Algumas, você se apaixonará diariamente  de uma forma ou de outra. Se apaixonará pelo cheiro de jambo, pela música esquisita, pelo sorriso, pelos dentes (mais que pela boca em si), pela mão, pela situação. Se apaixonará pelo momento! Pelo céu azul em dia de brigadeiro... Por uma cachoeira e um acampamento.

Outros, irão se colidir. Irão sentir-se atrevidamente despertos e dispersos, sem que se saibam que se amam... Ou se for tarde, que poderiam ter se amado... E em um futuro que não marca a hora, se encontrarão no casamento de um amigo em comum. Ela com alguém - talvez cheia de planos - e ele - com o mesmo sorriso... Então, conversarão como antigamente e surge "nonada"  ah! Mas eu te amei na mocidade! Te pegando desprevenida, enquanto você sorri sem resposta. E por qual motivo nunca se declararam? Era recíproco. E agora ali, afastados a dois palmos de distância... Podendo ter sido diferente... Podendo diante de todos serem um casal e estarem juntos. Todavia não tiveram a coragem necessária nem de ser, nem de não ser. Somente por medo, somente porque um julgava estar pensando errado, enquanto o outro também tinha o mesmo sentimento.

E eles tremiam por dentro quando se esbarravam... E puxavam (in)seguramente conversas que duravam horas. Mas eram somente (e bastava?!?) amigos. Daí, você se despede com um abraço apertado e estranho, prometem se encontrarem... Mas não sabem quando, não sabem se... Não sabem de verdade... E você pisa em uma macia e verde grama e deixa-se ficar... afligida... Pois hoje a colisão foi mais forte do que a esperada.

Um comentário:

  1. Só passando pra dizer que te amo! Amei o blog, e agora posso acompanhar mais um pedacinho seu!
    Beijos iluminada!

    da sua MP - Kika.

    ResponderExcluir

Antes de sair de Marte, tente uma comunicação!

Moon of the Day